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Fungotac
A fundação
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UM POUCO DE HISTÓRIA

Quem sonha com a fundação de uma cidade, ainda que nos nossos dias, pensa em uma cidade ideal, urbanisticamente, com ruas, praças e jardins e outros melhoramentos ideais para a boa qualidade de vida, mas se esquecem do pensar e repensar o homem que virá para tal espaço.
Com Poços de Caldas não foi diferente. Sendo praticamente a primeira cidade do país a ter um projeto urbanístico, foi fundada em 1872 e surge em função de suas preciosas fontes medicinais e outras riquezas naturais, sendo sempre uma cidade estruturada para uma elite cultural, e, de alto poder financeiro, sem que se pensasse que em qualquer país, desenvolvido ou não, sua sociedade será sempre composta por uma diversidade social de ricos e pobres e, na maioria das vezes, esses últimos acabam excluídos do processo ao se planejar uma cidade.
Em Poços de Caldas não foi diferente e, simultaneamente aos chalés, cassinos e palácios surge também uma população que passa a sobreviver do subemprego gerado pela elite e muito cedo as desigualdades sociais se mostram presentes, atingindo especialmente as crianças pobres e indefesas.
Não fosse uma ação direta e incisiva de pessoas mais lúcidas da sociedade, que mesmo vindo das elites, não se descuidaram para tal problema e souberam antever que se algo não fosse feito preventivamente, as conseqüências futuras, (hoje presente) seriam socialmente desastrosas e vergonhosas para uma cidade que prima por um dos melhores índices de qualidade de vida do Brasil.
Foi em tal momento que sentiu as presenças de pessoas que marcariam para sempre a história social de Poços de Caldas e toda uma região, com idéias e ações positivas, voltadas para a ascensão à dignidade humana, que ultrapassaram até as fronteiras do país.
Em pleno auge da estância com cidade turística e do glamour dos cassinos, entre os anos 30 e 46, que a questão social desigual fica latente.
O índice de enfermos, desnutridos e a mortalidade infantil exigem uma resposta rápida e livre de teorias e conceitos filosóficos. O problema chama-se miséria, miséria não se define se combate.
A decisão inicial de tal ação nasceu em 1930 por iniciativa do farmacêutico Jurandir Ferreira que começou a distribuir uma cota de leite em sua própria farmácia e encontrou guarida e apoio em senhoras da nossa sociedade, dentre elas, professoras, educadoras e outras damas já alertas para as questões sociais, figurando como buluarte da atividade a dinâmica catequista e professora de francês, Maria do Rosário Mourão, carinhosamente apelidada por “Nini” que fes parte da primeira diretoria, em 1931, quando o trabalho do farmacêutico ganhou ressonância na  sociedade local e se transformou na célula manter do maior trabalho social de Poços de Caldas, voltado ao atendimento à criança: A Gota de Leite.
 

NASCE A FUNGOTAC

Da distribuição de leite para as famílias de baixa renda outras necessidades foram surgindo como cuidados pré-natais, médicos, odontológicos educacionais. Distribuição de enxovais e roupas infantis, apoio e orientação à gestantes além de um programa de distribuição de preservativos, conptivos e anticoncepcional às famílias de baixa renda.
As ações foram se agigantando e exigindo deixar de ser um simples trabalho de benemerência, mas um corpo com vida administrativa própria a atender as questões legais de um período burocrático até para se fazer caridade.
Todo o trabalho passou a ser coordenado por uma recém-criada Fundação encontrada para dar não só legalidade plena às ações e abrir portas para empresas e pessoas que quisessem apoiar tal trabalho de uma forma mais oficial, sem que isso a instituição fechasse espaço para o voluntariado, que embora não faça parte da cultura brasileira, sempre esteve presente nos trabalhos da Fundação Gota de Leite de Assistência à Criança.

NOVOS RUMOS E AÇÕES

Com a credibilidade e respeito que todo o trabalho foi adquirindo na sociedade, áreas foram doadas em apoio ao trabalho, prédios próprios foram construídos como sede, outros foram sendo readaptados para os trabalhos assistenciais.
Surgem as creches, também, poeticamente chamadas de “jardim da Infância” pré-escolas e escolas, visando dar um acompanhamento pleno em toda uma fase de formação da criança. Pois não basta “ensinar a pescar” e abandonar o pescador e seu barquinho em alto-mar.
Estrutura
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